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| Picture from Comillas, Spain / España (Photo by Juan F. Belon Perez-H) |
Verde, muito verde era o que saltava à vista. O edifício grande no meio fazia-me despertar a imaginação. Quem o teria feito e quando eram perguntas ás quais encontraria resposta muito provavelmente lá dentro.
Tal como todos os locais históricos, existiam turistas, que me fazia voltar à realidade.
Do sítio onde estava, avistava umas florzinhas roxas, que cheiravam lindamente; apetecia-me arrancá-las, mas enfim, acabariam por murchar.
Desci a rua, aquele edifício gigante, comparado comigo e com todas os que se encontravam no local, fazia-me querer viver lá.
Por pena, era domingo à tarde, estava vento, as bandeiras amarelas voavam loucamente, bem como o meu cabelo.
Segui então por uma pequena estradinha que existia no meio das árvores altas, verdes e com folhas primaveris. O famoso "cheiro a verde", como diria a minha mãe, distinguia-se facilmente.
Por entre as árvores, havia uns pequenos ninhos, que pareciam ter sido ocupados recentemente.
O cantar dos pássaros fazia-me levantar a cabeça, até, finalmente, reparar nos pequenos e brancos passarinhos que voavam felizes no céu azul. As penas eram compridas e faziam-me voltar à imaginação.
Segui em frente, o tempo esgotava-se e eu não chegava à catedral. A torre era enorme, enorme, mesmo grande.
Tornou-se então um sonho subir aquela maravilhosa torre e atirar-me de lá, para um sítio confortável.
O tempo tinha acabado, o próximo local para onde me dirigia era o simples carro..
Apesar de ter deixado o verde, as estradas bonitas, o "cheiro a verde" e as florzinhas roxas, nunca me esqueceria que aquele local, era um local mágico.
Autoria: Cipm
04.10.11
18 de Outubro de 2011-13:58
Aqui estou eu, sentada no sofá, a olhar para as fotos antigas que estão penduradas na parede. Apesar de a minha mãe andar há uma semana a repetir que tenho de arrumar a "pilha de livros" que se encontra em cima da secretária, vou ficar aqui, a pensar.
Ando há uns dias a pensar em desenhar uma vela no diário gráfico de Educação Visual. Estou em dúvida entre uma vela acesa ou apagada.
18 de Outubro de 2011-15:17
Estava com tantas dúvidas sobre a vela que decidi confiar no gosto da Íris e enviar-lhe uma mensagem. A resposta dela apontou para a vela acesa. Talvez desenhe uma vela a pegar fogo a um coração.
Normalmente é a água que apaga o fogo, mas no meu caso, o que tenta apagar o meu fogo é a distância. Pena que eu tenha caixas e caixas de fósforos para atirar ao fogo. Assim, tenho vindo a ganhar à distância durante os últimos dois anos.
18 de Outubro de 2011-16:20
Estava eu a "roubar" um livro de Astronomia do quarto do meu irmão para juntar à "pilha de livros" da secretária quando puxei um livro de capa azul com o título "Este rei que eu escolhi".
Acabei por trazer os dois livros, embora ache que tão depressa não lhes vou tocar. Para mim, o livro falará de amor. Na verdade, eu tenho um rei. Por muito estranho que possa parecer, é um incendiário. Com sete anos, descobri que me tinha incendiado o coração.
Como pode uma pequena brasa pegar fogo a um grande bloco de gelo?
Um dos livros que está em cima da secretário é o meu diário de 2008.
« 13 de Maio de 2008 (08:45)
(...) Elas dizem que ele gosta de mim. (...) »
Entre as minhas palavras cheias de erros e a minha caligrafia infantil, houve uma frase que me deixou uma lágrima no canto do olho direito:
« 6 de Julho de 2008
Querido diário:
Para o ano vou fazer novas amigas.
Vou deixar a Janete. Ela é a minha melhor amiga!!!»
Nem eu sabia que a separação dos meus amiguinhos ia deixar tantas marcas. Sinceramente, se não os tivesse deixado, não teria motivação para fazer os quarenta abdominais de Educação Física.
Espero que um dia o meu rei incendiário apareça no cavalo branco e quer com ele venham os meus amigos para me virem buscar. O que não me falta é esperança..
Vou arrumar os livros, mais tarde volto a escrever.
Cipm.
Autoria: Cipm
08.10.11
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| Notícia (FALSA) |
Rusga rendeu 500kg
Passavam poucos minutos das nove horas da manhã, quando a Polícia Judiciário colocou em prática uma rusga a um armazém de revenda no .
Após várias queixas dos moradores do bairro, a polícia iniciou uma investigação. Ao chegarem, depararam-se com dois homens armados a vigiar o local, e outros dois que transportavam malas muito suspeitas.
Quando os traficantes se aperceberam da presença da polícia, tentaram defender-se.
«Chegou a haver tiros!»- afirma, assustada, uma mulher que se encontrava no local.
Depois de uma troca de tiros, a polícia controlou a situação, prendendo assim os quatro traficantes.
Passava pouco da uma hora da tarde, quando o chefe da PJ confirmou que o material encontrado dentro do armazém, eram 500kg de droga.
Autoria: Cipm
25.10.11


